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O
hábito de comer flores é muito antigo.
Os astecas sempre apreciaram as saladas
de dálias; os chineses
há muito incluem a flor de lótus, crua ou cozida, em seus
cardápios, assim como os crisântemos e os jasmins. Os romanos
serviam-se em sua alimentação, das rosas, gladíolos
e violetas. Na culinária dos Estados Unidos, França e Alemanha
predominam as rosas.
Nos dias atuais, muitos culinaristas ao
redor do mundo, fazem uso das flores no preparo de saladas, sorvetes,
compotas,
patês, etc.
No Brasil, este mercado ainda é pouco explorado. As mais populares
são a alcachofra, o brócolis, a camomila, a calêndula,
couve-flor, alcaparras, baunilha, o cravo-da-índia, amor-perfeito,
flor-de-abobrinha, a rosa e mais recentemente a capuchinha.
O solo ideal para o cultivo de plantas
cujas flores serão utilizadas
como alimento, pode ser obtido com a mistura de duas partes de terra
comum de jardim, duas de terra vegetal ou composto e uma de areia. Adubações
podem ser feitas anualmente, incorporando ao solo esterco bovino ou de
galinha bem curtido, ou composto orgânico. O manejo pode ainda
ser à base de humos de minhoca, bagaço de cana, fosfato,
calcário e sobras de produção, como folhas e talos
que viram adubo. O uso de agrotóxicos é rigorosamente proibido.
A água utilizada para a irrigação deve vir de nascentes
ou poços artesianos e analisada regularmente por laboratórios
especializados. Estufas de tela sombrite ou plástico ou em canteiros
próximos de áreas cobertas, são a maneira correta
de cultiva-las.
As flores comestíveis devem ser cultivadas especialmente para
o consumo culinário. Plantas vendidas em floriculturas não
são recomendadas para esse fim, por conterem defensivos químicos.
Devem ser colhidas antes do sol nascer e imediatamente lavadas para esterilização.
Sob refrigeração, duram até 5 dias.
As flores de sabor picante podem ser misturadas
com hortaliças,
legumes, carnes e peixes, proporcionando combinações de
sabores surpreendentes. Enfeite os pratos com as flores da cebolinha,
do coentro, do alecrim, da hortelã, etc.
Ao fazer gelatina, coloque flores no seu
interior e veja o efeito. É muito
interessante.
A capuchinha (Tropaeolum majus), originária do México,
Peru e América Central, vem obtendo muito sucesso, principalmente
em saladas. É também conhecida como flor-de-sangue, chagas
ou agrião-do-méxico. As folhas da capuchinha têm
um sabor picantee parecido com o do agrião. Possuem flores amarelas
ou vermelhas, e podem ser cultivadas até em mine canteiros ou
jardineiras, desde que tomem bastante sol. Os botões florais podem
ser preparados em conserva do tipo “picles” e substituir
as alcaparras.
A Dália, nativa do México, foi introduzida nos países
europeus tanto com função ornamental quanto alimentar.
Seu bulbo é rico em açucares especiais, muito utilizados
na extração do amido para o consumo de pessoas diabéticas.
Na culinária florística,
podem surpreender tanto pelo sabor como pelo visual. Experimente!!!
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