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Da família das liliáceas,
esta planta é também conhecida no Brasil por lírio-trepadeira,
gloriosa ou aranha. Na Espanha, ela é Lírio trepador. Na
Inglaterra, Climbing lily. Na Venezuela, Bandeira española. Na
França, Lis de Pobégium e Méthonique superbe. Esta
linda trepadeira é proveniente da África e Ásia tropicais
e foi introduzida no Brasil pelos portugueses na época colonial.
O caule da gloriosa mede
até seis metros de comprimento. A planta possui bulbos brancos
e ramosos com raízes fibrosas. As folhas têm forma de lanças
que se alongam e se transformam em gavinhas, o que lhe permite ascender
através de suportes. As flores, solitárias, com pétalas
recurvadas que lembram chamas, são muito vistosas. Formam-se na
primavera e verão e duram cerca de sete dias, no decorrer dos quais
vão mudando de cor: do verde ao amarelo-laranja e desde ao vermelho
carmim.
Durante o inverno, a planta
repousa e perde a folhagem quase que totalmente. Devido a certas resinas
e ao princípio “amargo superbina”, os rizomas tuberosos
desta planta são tóxicos. É citada entre os “sete
venenos menores” das escrituras sânscritas.
No Industão, se
extrai dos bulbos um amido que é utilizado como vermífugo
e contra o veneno das cobras. Assim como a maioria das ervas naturais
que, em doses exatas, manipuladas por laboratórios idôneos,
são utilizadas na medicina, a gloriosa-dos-jardins também
tem propriedades curativas por suas qualidades diuréticas, expectorantes,
estomáquicas e tônicas.
Apesar disso, jamais deve
ser empregada no preparo de remédios ou chás caseiros, pois
a ingestão de qualquer parte da planta poderá causar sintomas
como: dores abdominais, diarréias, vômitos e sensação
de inchaço da glote. Pode provocar ainda convulsões, problemas
hepáticos e até causar deficiência cardio-respiratória.
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